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Caros leitores, este blog tem me feito muita companhia. Espero que ele também tenha sido agradável para vocês. Estou escrevendo ainda alguns textos que publicarei em breve. Um deles é sobre a solidão do convívio através de blogs. Eu gostaria de conhecer pessoalmente todos vocês. Caso alguns de vocês esbarre comigo na rua, por favor, anuncie-se. Diga, por exemplo: "Oi Pedro, eu li o seu blog... Escrevi aquele comentário..." Por favor, não deixe de o fazer.

Feliz ano novo para todos nós.

Pedro



Escrito por Pedro Cardoso às 20h56
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Não é verdade o que disse no dia de Natal, no jornal O Globo, algum jornalista que não se identificou. O que esse anônimo afirma sobre eu ter sido movido apenas e unicamente por questões pessoais quando me manifestei sobre a presença da pornografia disfarçada nos meios de comunicação de massa é mentira. Ele afirma algo que não tem como saber e, muito menos, como provar. É péssimo jornalismo. Vende uma suposição sua, e de seus colegas talvez, como se fosse uma verdade inconteste. É desonesto para com o leitor, além de ofensivo para comigo. 

O que se passou no cinema Odeon foi algo muito diverso do que disse o tal jornalista. O resultado do que se iniciou naquela noite foi de tal modo significativo que até hoje ele ainda tem de me dar atenção. Morrerá falando de mim, e eu vou viver esquecido dele, como já esqueci de tantos outros que ao longo dos anos têm prestado o mesmo desserviço à verdade. A reação do público, diferentemente do que ele disse, foi de interesse; nenhum fato da minha vida pessoal determinou as minhas considerações; apenas, as tornou mais evidentes, e, associado a necessidade de situar o filme Todo Mundo Têm Problemas Sexuais no contexto da reinante pornografia disfarçada, se me impôs a urgência de expressá-las. Esta é a verdade, como eu já havia dito no primeiro momento. Resta saber se o jornal O Globo me convidará para eu diga o que se passou, ou vai autorizar o tal jornalista a fazê-lo. A minha entrevista a esse mesmo jornal será soterrada pela palavra final concedida a ele? Seria isso correto?

Caros leitores, falo desse tal jornalista apenas porque foi com ele que deparei na manhã de Natal, mas poderia ter sido com qualquer outro. Eles são todos iguais. Igualmente sem importância individual, mas terrivelmente prejudiciais em sua ação coletiva. Fosse qualquer outro, e o resultado seria o mesmo. Fosse O Globo ou qualquer outra publicação, e teria sido o mesmo. O que eu disse precisa ser destruído. Contraria o interesse de todos os meios de comunicação de massa. E como eles não têm argumentos para se opor a mim, é preciso desautorizar a minha pessoa. Mas os meus textos me defendem. O que eu digo é muito claro, e, se não fosse verdade, não teria recebido tanta atenção.

E dizer que os jornalistas que impõem aos leitores esta mentira sobre mim ainda se julgam os guardiões da liberdade! De tal modo usam a liberdade como álibi para proteger seus interesses profissionais, que atrelaram a própria palavra, como um sobrenome, à profissão deles. Dizem, cheios de orgulho, "liberdade de imprensa", como se outra não houvesse; como se a liberdade só fosse liberdade quando é de imprensa! Ora, muita falta de liberdade tem sido promovida por essa suspeita liberdade de imprensa. Esta difamação, que no Natal eu sofri, é apenas mais uma. Que liberdade tenho eu de me expressar se o mesmo jornal que me entrevista oferece depois, como versão definitiva, uma mentirosa redução do que eu disse? O que pode o cidadão contra a força dos meios de comunicação de massa, e sua liberdade de imprensa? Eu advogo a liberdade para o indivíduo! O jornal O Globo, e todos os outros!, tem o dever de ser veículo da liberdade de todos e não apenas da sua própria. Não pode este jornalista, ou qualquer outro, publicar suas suposições como se fossem a verdade. Que publique as suas suposições como suposições, e publique o endereço do blog onde eu digo o que penso, e assim teria ele feito um serviço decente.

Há bom jornalismo no Brasil, mesmo no jornal O Globo, mas não é este. A matéria da Veja sobre o assunto também era confusa e superficial, assim como também o são alguns blogs que falam do que eu disse. Esta irresponsabilidade tem consequências. Muita gente tem se mostrado indignada com a deslealdade com que os meios de comunicação de massa têm tratado desse assunto. Cada ofensa que a imprensa dirige a mim, desacredita a ela mesma. E nada pode haver de pior para a liberdade e para a democracia do que uma imprensa desacreditada. Eles não deviam fazer isso. Colocam em risco a si mesmos, e a todos nós. Caso alguém ainda duvide da má intenção do tal jornalista anônimo – e, não sei ainda até que ponto, do próprio jornal O Globo – atente para o fato de que a foto que ilustra a caluniosa matéria não é minha. É do personagem Agostinho, que eu represento na Grande Família, um programa da TV Globo. Este personagem se veste de forma espalhafatosa, cômica. Ao associarem o conteúdo ofensivo de uma nota sobre mim à imagem dele, induzem o leitor a erro, forjando uma identidade entre mim e ele, com a intenção de me mostrar ridículo como ele é. Isto não é honesto. Não é bom jornalismo. Se é de mim que se está falando, coloque-se uma foto minha, e não a de um personagem que eu represento. É o mesmo que ilustrar a dor de um viúvo no enterro de sua esposa com a foto dele numa festa de aniversário, feliz e sorridente. É a esse tipo de manipulação da verdade que o público está sujeito. Esta é a imprensa que se autoproclama guardiã da liberdade. Este anônimo jornalista, e outros, ofendem o espaço que lhes é oferecido. Mas eu não esperava ter interlocutores honestos em meio a gente tão comprometida com uma liberdade que pertence apenas a imprensa. Não é com eles que eu falo. A eles eu apenas respondo para minorar o efeito destrutivo da confusão que eles promovem. Quem tem me lido com desinteressado interesse, tem me compreendido muito bem. Vamos ver o que O Globo diz. Vamos ver se esta desonestidade é um acidente provocado pelo tal jornalista sem nome, ou pertence a uma campanha que o jornal estaria promovendo contra mim. Custo a crer que o seja. Vou pleitear a O Globo que publique essa minha resposta. Vamos aguardar.

Pedro Cardoso, que não é o Agostinho da Grande Família, mas que o representa com muito orgulho e alegria.

 

 



Escrito por Pedro Cardoso às 16h17
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